Chef Justa Nobre cria Receita de Aletria Milaneza

DATA: 30-03-2018

Numa altura em que se recuperam as tradições, a Chef Justa Nobre, embaixadora da Aletria Milaneza, cria uma deliciosa receita que promete tornar-se a protagonista das sobremesas desta quadra, juntando toda a família à mesa: a Aletria Merengada com Amêndoas Torradas.
Nesta nova receita, a textura cremosa da Aletria envolve-se com as amêndoas torradas e o sabor inconfundível de um merengue, para deleite de adultos e crianças.

Presente nos livros de cozinha desde o século XX, a Aletria tem-se reinventado ao longo da história, ora em inesperados pratos salgados ou em deliciosas versões doces.


A Aletria é um doce típico da Páscoa e do Natal, e a sua versatilidade não pára de surpreender os consumidores fieis, mas sobretudo de atrair os consumidores mais jovens, que se deleitam com os sabores e originalidade das receitas.

Nesta quadra prove esta receita de Aletria inovadora, criada pela Embaixadora Chef Justa Nobre para uma Páscoa repleta de sabor e alegria.

 

A Milaneza deseja-lhe uma Páscoa cheia de Aletria!

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Aletria Merengada com Amêndoas Torradas

Nº Pessoas: 6 pessoas
Tempo de preparação: 40 minutos
Grau de dificuldade: fácil

Ingredientes

200 g de Aletria Milaneza
1 l de leite meio gordo
1 casca de limão
1 casca de laranja
1 colher chá de essência de baunilha
170 g de açúcar
50 g de amêndoas lascadas e torradas

Para o merengue:
5 claras
150 g de açúcar
1 colher chá de sumo de limão

Preparação

Leva-se o leite ao lume com a casca de limão, laranja e a baunilha. Em fervendo junta-se a aletria previamente partida, mexendo bem, e ferve 6 minutos. Depois junta-se o açúcar, mexendo bem, e ferve mais 5 minutos até ficar com pouco creme.

Poe-se a aletria Milaneza num prato de ir ao forno e deixa-se arrefecer.

Batem-se as 5 claras em castelo, juntando açúcar aos poucos. Poe-se o merengue por cima da aletria (com um saco pasteleiro ou com a ajuda de 2 colheres, fazendo montinhos) e leva-se ao forno a 200ºC com a função grill ligada até estar o merengue louro. Demora mais ou menos 2/3 minutos.

Retira-se do forno e depois de fria poe-se por cima as amêndoas lascadas.

 
 

História da aletria

 

Vocábulo de origem árabe, a aletria apresenta uma distinta riqueza terminológica, designando as finas massas filiformes: al itriyya era referido nos textos medievais e provavelmente herdado do antigo termo grego itrion, traduzido em latim por itria.

A receita mais antiga atualmente conhecida foi escrita por Ibn Razin al-Tudjibl al-Andalusi. No mundo árabe as massas são quase sempre cozidas num caldo gordo, tal como acontece na nossa tradicional canja de aletria. Estes caldos acompanhavam também carnes cozinhadas com molho, onde os cereais e as leguminosas se juntavam ao alimento principal para lhe aumentar a consistência. É através desta influência que encontramos nos livros árabes pratos de consistência untuosa e de predominância açucarada, aos quais se juntam, por vezes, lacticínios e ovos para dar mais consistência aos molhos e enfeitar pratos. E era desta forma que o arroz era preparado. Por vezes cozido em leite, temperado com açúcar e perfumado com especiarias, constituiu um prato muito vulgarizado e apreciado em todo o mundo arabizado: o arroz doce. Assim, acredita-se que terá sido este o procedimento que veio a ser recriado na preparação da aletria doce em Portugal.

Em Portugal, o primeiro receituário escrito conhecido foi o livro de cozinha da Infanta D. Maria de Portugal, onde é possível encontrar os “ovos de laços”, uma receita de fios de ovos onde, depois de bem batidas as gemas, “se deitem por uma albarrada de bico, em voltas como aletria”. Estes passos remetem, claramente, para a forma específica da aletria, em fios finos e em voltas ou laços.

Num manuscrito conventual de 1743 podem ser lidas diversas receitas de aletria, começando pela forma básica de cozedura em água açucarada, juntando-se-lhe depois canela e água-de–flor de laranjeira. Por sua vez, no livro de Lucas Rigaud, cozinheiro da rainha D. Maria I, surge a receita de sopas de aletria e outras massas “que vêm de Itália”. Documentos históricos comprovam que, no século XX em Portugal, a aletria e o macarrão passaram a ser produtos de consumo mais corrente, deixando a massa de ser um alimento destinado apenas a uma elite. Contudo, é sobretudo no século XX que encontramos nos livros de cozinha portugueses diversas receitas de aletria, particularmente a de “Aletria Doce”.