Tudo sobre Massas

Como apreciar massa

Para que tudo seja perfeito ensinamos-lhe, de seguida, alguns procedimentos essenciais na arte de comer massa. São pequenos truques que ajudam a tornar as suas refeições ainda mais práticas e requintadas.

E agora, o momento mais esperado: a massa já está na mesa, pronta a ser servida!
Chegou, finalmente, a hora de apreciar todo o sabor de um delicioso prato.

Para comer massas compridas, de forma correta e elegante, deve proceder da seguinte forma:

  • comece por prender algumas tiras ou fios de massa com os dentes do garfo;
  • mantenha o garfo apoiado junto ao bordo do prato;
  • rode o garfo, enrolando a massa em volta dos dentes;
  • só depois deve levar a massa à boca.

As facas não ligam bem com massas: a regra estabelecida aconselha a que nunca se use a faca para cortar a massa.

As massas compridas, quando servidas com demasiado molho, ou com molho muito escorregadio e espesso podem tornar-se difíceis de controlar.
Para evitar alguns percalços ou situações menos agradáveis à mesa, sugerimos então que opte por servir estas massas com outro tipo de molhos.

A título de curiosidade, em Itália não é de bom-tom comer publicamente as massas com a ajuda de colher da sopa.

Massas e a Despensa

Em pouco tempo e apenas com alguns ingredientes é possível preparar uma apetitosa refeição, sempre com a massa no centro das atenções! Para que não lhe falte nada apresentamos, de seguida, uma lista de vários produtos que podem ajudar a enriquecer os seus pratos.
É claro que na sua despensa não pode faltar massa…muita massa! Não esqueça também o sal e o azeite.

O que se segue faz igualmente, sempre falta:

  • Alho e cebolas;
  • Queijo ralado (parmesão ou pecorino) ou queijo conservado em azeite, como o feta e alguns queijos de cabra;
  • Ervas aromáticas frescas ou secas (manjericão, coentros, salsa orégãos, cebolinho, salva, rosmaninho, tomilho, manjerona), tomates secos ou enlatados (inteiros, em pedaços, em cubos ou em polpa);
  • Vinagres aromatizados de boa qualidade;
  • Alcaparras e azeitonas;
  • Malaguetas secas ou em azeite;
  • Presunto, bacon fumado ou salame;
  • Todo o tipo de conservas do mar (sardinhas, atum, amêijoas, mexilhões, lulas, anchovas, etc.);
  • Todo o tipo de produtos em lata (cogumelos, espargos, ervilhas, alcachofras, pimentos e outros legumes);
  • Frutos secos: pinhões, nozes, avelãs, amêndoas ou tâmaras.

 

Guardar e conservar as massas

Não se esqueça também de explorar o seu frigorífico: se encontrar por lá algum tipo de peixe em cubos, ou filetes, fiambre, requeijão, queijo mozzarela ou gorgonzola ou qualquer outro tipo de produtos que lhe pareçam indicados, aproveite e junte-os à sua massa!

Para terminar este percurso pelos inseparáveis acompanhantes da massa deixamos um conselho: sempre que possível, evite comprar queijo parmesão já ralado. Opte antes por ralar o queijo apenas na altura de servir e verá que é muito mais saboroso. O parmesão é um queijo relativamente caro mas, uma pequena porção, permitir-lhe-á várias utilizações.

Utensílios

A massa é um alimento muito simples e prático de cozinhar!
Depois de consultar a lista que se segue, passe pela sua cozinha e confira se tem todos os utensílios necessários para preparar um belo prato de massa!

PANELA

Uma panela, de preferência grande, para garantir que a massa tem espaço durante a cozedura e permanece solta;

ESPARGUETEIRA

Uma panela com passador incluído para escoar a água da cozedura de forma mais rápida e fácil;

GARFO GRANDE DE MADEIRA

Um garfo grande de madeira, para mexer e retirar a massa da panela e para verificar o seu grau de cozedura;

ESCUMADEIRA

Uma escumadeira, para retirar a massa da panela;

ESCORREDOR GRANDE

Um escorredor grande, para escorrer a água ;

TENAZ

Uma tenaz, para poder servir a  massa convenientemente.

História e Curiosidades

Conta-se que foi Marco Polo que introduziu as massas em Veneza. Contudo, sabemos que muito antes disso, no século V a.C., já os Gregos se alimentavam de uma mistura de farinha com água seca ao sol e cozida em água.

A questão não é pacífica, ainda hoje, vários países como a China, Japão, Coreia, Alemanha, França ou Itália (só para citar alguns exemplos), afirmam ter criado este fantástico alimento! A dúvida provavelmente manter-se-á.

Uma das poucas certezas que podemos ter em relação ao percurso evolutivo da massa é que a descoberta da primeira mistura de farinha de trigo moída com água aconteceu durante o período do neolítico tardio, cerca de cinco mil anos antes de Cristo.

Foi este talvez o primeiro passo para chegar ao que hoje conhecemos por massa alimentícia.

Este é apenas o início de uma longa história.

Há também provas de que, no século IV a.C., os Etruscos representaram através da pintura vários instrumentos que serviam para confecionar massa caseira.

E, depois, vêm as civilizações clássicas (gregas e romanas), com vários testemunhos que comprovam a existência de massa nos hábitos alimentares.

Na Grécia, Plínio, “O Antigo”, falava em “maza” quando se queria referir a tiras finas de massa cozida ou fritas sobre uma pedra quente.

Em Roma, por volta do ano 170 a.C., os padeiros fabricavam a “stracta” – uma massa fresca ou seca que servia para engrossar molhos ou para forrar tartes salgadas.

Os primeiros registos históricos que comprovam a produção de massa seca, numa escala relativamente industrial, são os escritos de Al-Idrisi. Este geógrafo árabe afirma que numa localidade perto de Palermo, na Sicília, “se produzia em abundância massa com a forma de tiras”.

Esta massa designada por “trii” era exportada para diversos locais, inclusivamente por barco.

Nos arquivos da cidade de Génova, encontra-se um documento datado de 1279, do qual consta o inventário da herança de um soldado genovês, que inclui “um cesto cheio de macarrão”.

Se dúvidas houvesse, com este documento elas ficariam desfeitas, isto porque Marco Polo andava em viagem entre 1275 e 1292, logo não poderia ter sido ele a trazer as massas para Itália.

Foi em 1400 que os italianos implementaram definitivamente a comercialização da massa.

No livro “De Honesta Voluptate”, de Platina, são apresentadas algumas receitas de massa, e em particular de uma “massa que devia ser cozida rapidamente”, nunca para além do tempo necessário para rezar um padre-nosso.

Talvez assim se compreenda o gosto especial dos italianos pela massa “al dente”, nem muito crua, nem muito cozida. Em 1533, faziam parte da ementa do banquete de casamento 2 pratos de massa:  um preparado com molho de carne assada e queijo e outro com manteiga, açúcar, mel, açafrão e canela. E foi assim que as massas foram introduzidas na corte e na gastronomia francesa.

No século XVII, a população de Nápoles cresceu de forma intensa e a forma de a alimentar era uma questão a resolver. Foi preciso inventar um sistema para amassar as farinhas destinadas a produzir massa. Até aí, a farinha, em grandes quantidades, era amassada com os pés – um processo que em nada agradava ao rei Fernando II. Com uma ideia simples, tudo acabou por se resolver: o engenheiro Cesare Spadaccini inventou uma máquina de bronze com uma prensa mecânica que servia para amassar. Uma ideia que deixou o rei mais satisfeito e que proporcionou um substancial aumento na produção de massa.

Em finais do século XVIII, Nápoles liderava já a manufatura de massas; há registos que comprovam a existência de 280 lojas de massa nesta cidade, por volta do ano de 1785.

Ao longo dos tempos, a massa tornou-se num alimento cada vez mais popular: em 1740, a cidade de Veneza viu abrir a primeira fábrica de massas. Cerca de vinte anos mais tarde, Parma seguiu-lhe os passos.

As alterações tecnológicas surgidas neste período possibilitaram que se produzisse massa a um custo mais baixo; este facto contribuiu para que as massas se tornassem um produto ainda mais popular.

Nesta época, as massas eram postas a secar estendidas nos balcões e nos telhados das casas e até mesmo nas ruas. Quando ficavam prontas para o consumo, eram comercializadas por vendedores ambulantes que as cozinhavam em fogareiros de carvão e serviam com queijo ralado. Por esta época, o método usado para comer as massas era muito prático: bastava erguer uma tira com a mão e, depois, levá-la à boca.

No nosso país, e no que respeita à divulgação das massas alimentícias, registamos a importância do ano de 1785. Nesse ano, Lucas Rigaud, cozinheiro da rainha D. Maria I, publicou um livro de cozinha, onde se incluíam duas receitas de massa: uma “sopa de aletria e outras massas” e “Timbale de macarrão à italiana”.

Podemos ainda acrescentar um último dado, que revela a genuína paixão dos portugueses pela massa: a famosa aletria, uma deliciosa sobremesa que, desde há muito, faz parte da nossa riquíssima tradição gastronómica.

Os elementos históricos disponíveis fazem com que, ainda hoje, se continue a associar as massas a Itália.

De facto, foi o povo italiano que deu um grande impulso à projeção mundial das massas, mas a grande razão do seu sucesso está nas suas características únicas.

Além de saborosas, as massas são muito  versáteis, podendo assumir as mais variadas formas para que combinem na perfeição com qualquer tipo de ingredientes. Foi isso que fez com que as massas fossem adotadas por todo o tipo de culturas gastronómicas nos quatro cantos do mundo, desde os Estados Unidos à China, sem esquecer Portugal, onde as massas desempenham um papel de relevo na cozinha tradicional.

A sua facilidade e rapidez de confeção trouxe as massas para as refeições do dia-a-dia, aliando o seu lado saudável ao lado prático. Ao longo da história, o fator tempo sempre foi muito importante, mas é com a azáfama dos estilos de vida mais urbanos que o tempo se tornou um bem essencial e as massas numa solução ideal.

Estas características explicam porque as massas mantiveram, ao longo de séculos, nos pratos de inúmeros povos e culturas diferentes, sendo hoje incorporadas nas tendências da haute-cuisine mundial, garantindo seguramente a continuidade da evolução das massas.

A história das massas está, por isso, incompleta e todos os dias se escrevem novas páginas, num saboroso livro onde a tradição vive harmoniosamente ao lado da inovação.

Massas no forno

As massas no forno podem resultar em deliciosas refeições, proporcionando bons momentos, partilhados na cozinha ou à mesa.

Sabia que os pratos de massa no forno são uma ótima opção para receber convidados em casa?

Confira algumas vantagens:

  • Quem não adora massa? Temos a certeza de que todos vão gostar!
  • Vai bem com todos os ingredientes!
  • Pode pré-preparar com antecedência a refeição e terminá-la no forno, quando os convidados chegarem.
  • Não se suja muita loiça, pois geralmente as refeições de massa no forno são servidas no mesmo recipiente que vai ao forno.
  • É prático! Não é necessário um elevado nível de acompanhamento enquanto cozinha, libertando-o para conviver mais com as outras pessoas e aproveitar o momento ao máximo.
  • É uma refeição que pode ser sofisticada, ou mais simples, como preferir!

Mas existem algumas regras e dicas para criar boas receitas e para se cozinhar um bom prato de massa no forno.

Sabia que nem todas as massas devem ir ao forno?

As massas menos espessas não resistem bem a altas temperaturas. Por outro lado, as folhas de Lasanha, as  Conchas Gigantes, o Macarrão GR, os Cotovelos Gigantes ou os apetitosos Cannelloni, são ideais para ir ao forno, pois apresentam paredes mais espessas, resultando muito bem, em pratos de forno, cheios de sabor.

Os pratos de massa no forno, combinam muito bem com molhos. Na criação de um bom molho, o segredo está no equilíbrio da textura e do sabor do mesmo, combinando-o na perfeição com a massa escolhida. Do clássico molho bechamel, a um molho mais étnico ou original, é soltar a imaginação!

Se ficou inspirado e com vontade de cozinhar, faça o convite aos amigos para o tal convívio!

Mas não se esqueça de pré-aquecer o forno, antes de colocar o prato de massa lá dentro.

Trigo duro e trigo mole

Massas Alimentícias 100% Trigo Duro

As massas alimentícias de qualidade superior, produzidas com trigos duros, são extremamente saborosas e ricas em proteínas. Com uma excelente elasticidade e consistência têm todas as condições para ficar al dente.

 

O Trigo Duro

O grão de trigo duro é oval e tem uma casca de cor âmbar.
O seu miolo é amarelado e, depois de moído, origina uma sêmola granulosa.

FARINHA 100% TRIGO MOLE

O trigo mole é preferencialmente utilizado no fabrico de farinhas
e bolachas.

 

O Trigo Mole

O grão de trigo mole tem forma arredondada e apresenta uma casca em tons de castanho.
O seu miolo é esbranquiçado e, depois de passar pela fase da moagem, dá origem à farinha.