Chef Justa Nobre é a nova embaixadora da Aletria Milaneza

DATA: 26-07-2017

Traços de canela com desejos, sentimentos e símbolos são a principal característica de um dos doces mais saborosos e tradicionais de Portugal: o doce de Aletria. A Aletria é o ingrediente principal e versátil para a confeção de uma sobremesa ideal para os momentos de partilha e convívio em família ou com amigos e a Milaneza faz questão de marcar presença nesta delícia gastronómica. E quem é que se vai juntar à Milaneza? A nova Embaixadora da Aletria, a Chef Justa Nobre, que vai testemunhar a versatilidade desta massa.
No dia dos avós, a marca que alimenta a imaginação dos Portugueses junta-se a uma das chefs mais conceituadas do país e partilha com todas as famílias a nova receita da Embaixadora da Aletria Milaneza, a Aletria com Gelatina de Frutos Vermelhos, que pode consultar no website da marca!
Nascida em Trás-os-Montes, desde cedo que a Chef Justa Nobre é apaixonada pela cozinha. Aos 9 anos já cozinhava frango e sopa, inspirada pela mãe e pela avó, e, para ela, “cozinhar era tão natural como brincar”. Aos 15 anos rumou a Lisboa e iniciou o seu percurso no primeiro restaurante aos 21 anos, altura em que aprendeu a chefiar. Em 1988 abriu o seu primeiro restaurante e começou a ganhar fama e uma clientela fiel. Em 1990 mudou para um local maior, onde conseguiu clientes que iam desde o anonimato até à classe política. Atualmente, chefia dois restaurantes, desenvolve receitas e novos conceitos, e tem já dois livros publicados, sendo também uma cara conhecida do público português pela presença em programas de televisão e em revistas.
A Milaneza e a Chef Justa Nobre, no Dia dos Avós, convidam todos os apaixonados a experimentar esta fresca e deliciosa sobremesa e a saboreá-la em família ou com amigos!

 

Sobre a aletria

Vocábulo de origem árabe, a aletria apresenta uma distinta riqueza terminológica, designando as finas massas filiformes: al itriyya era referido nos textos medievais e provavelmente herdado do antigo termo grego itrion, traduzido em latim por itria.
A receita mais antiga atualmente conhecida foi escrita por Ibn Razin al-Tudjibl al-Andalusi. No mundo árabe as massas são quase sempre cozidas num caldo gordo, tal como acontece na nossa tradicional canja de aletria. Estes caldos acompanhavam também carnes cozinhadas com molho, onde os cereais e as leguminosas se juntavam ao alimento principal para lhe aumentar a consistência. É através desta influência que encontramos nos livros árabes pratos de consistência untuosa e de predominância açucarada, aos quais se juntam, por vezes, lacticínios e ovos para dar mais consistência aos molhos e enfeitar pratos. E era desta forma que o arroz era preparado. Por vezes cozido em leite, temperado com açúcar e perfumado com especiarias, constituiu um prato muito vulgarizado e apreciado em todo o mundo arabizado: o arroz doce. Assim, acredita-se que terá sido este o procedimento que veio a ser recriado na preparação da aletria doce em Portugal.
Em Portugal, o primeiro receituário escrito conhecido foi o livro de cozinha da Infanta D. Maria de Portugal, onde é possível encontrar os “ovos de laços”, uma receita de fios de ovos onde, depois de bem batidas as gemas, “se deitem por uma albarrada de bico, em voltas como aletria”. Estes passos rementem, claramente, para a forma específica da aletria, em fios finos e em voltas ou laços.
Num manuscrito conventual de 1743 podem ser lidas diversas receitas de aletria, começando pela forma básica de cozedura em água açucarada, juntando-se-lhe depois canela e água-de–flor de laranjeira. Por sua vez, no livro de Lucas Rigaud, cozinheiro da rainha D. Maria I, surge a receita de sopas de aletria e outras massas “que vêm de Itália”. Documentos históricos comprovam que, no século XX em Portugal, a aletria e o macarrão passaram a ser produtos de consumo mais corrente, deixando a massa de ser um alimento destinado apenas a uma elite. Contudo, é sobretudo no século XX que encontramos nos livros de cozinha portugueses diversas receitas de aletria, particularmente a de “Aletria Doce”.

Saiba mais sobre a Embaixadora da Aletria Milaneza em http://justanobre.pt/.